quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

desmascarando

Durante muitos anos achei que devia me moldar a certos parâmetros necessários. Utilizava diversas e diversas máscaras, me prendia em um espartilho social, que sempre quis cada vez mais e mais apertado.
Quando consegui chegar a pelo menos metade dos meus objetivos, parei para refletir o seguinte: do que adianta conhecer diversas pessoas e as mesmas puxarem o meu saco, se quando eu precisava delas em momentos considerados depressivos, ela iam endeusar outra pessoa. Oras, era isso mesmo que eu queria para mim? amigos falsos? corpo falso? sorriso falso? simpatia falsa?
Após essa reflexão, mudei em alguns aspectos, comecei a procurar menos as pessoas e só os meus amigos se chegaram, procuravam saber os motivos. Aí eu parei para refletir de novo: Se eles são meus amigos de verdade, oras, então porque não descobri isto antes?
Eu faço a pergunta e explico o motivo: passamos por momentos em que estamos em transe, como cavalos selados, que enxergam apenas aquilo que é pré-destinado, um pequeno poodle que foi treinado para obedecer ordens e ignorar o restante. O poodle cresceu meus caros e hoje é um poodle livre, sem muitos amigos, mas livre.
Até hoje continuo a refletir, utilizo das minhas antigas máscaras algumas vezes mas estou a me libertar vagarosamente delas, e mostrar para a sociedade, o real Paulo Farias Júnior por baixo de tantos e tantos metros de tecido. Obrigado.

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